Cineastas Moçambicanos

Camilo de Souza


Cineasta, nasceu na antiga Lourenço Marques (Maputo), em 1953, e cresceu na Mafalala, bairro de Craveirinha e Eusébio, no início da periferia de Maputo. Sobrinho da poetisa Noémia de Sousa, aprendeu em casa a construir uma consciência política e na rua que a cidade se demarcava consoante a cor da pele e a posição social. Guerrilheiro na luta pela Independência de Moçambique, militante da FRELIMO, marcou-o profundamente o que veio depois da guerra e que o leva a abandonar o partido. Com o projecto de cinema móvel – que cobre todo o território moçambicano – e o jornal de actualidades Kuxakanema, com o trabalho no Instituto Nacional de Cinema (onde encontra JL Godard, Jean Rouch e nasce toda a geração dos que hão-de fazer cinema em Moçambique), e mais tarde com a Ébano, a produtora onde continua a praticar o seu “cinema de resistência”, Camilo de Sousa reencontrou no cinema o caminho da luta por uma sociedade mais justa. É membro fundador e vice-presidente da Associação Moçambicana de Cineastas, criada em 2003. Informações retiradas do sitehttp://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/cinema-mocambicano

 Isabel Noronha

 

 

A moçambicana Isabel Noronha nasceu em Maputo em 1964. Iniciou sua carreira no cinema em 1984, no Instituto Nacional de Cinema, trabalhando como assistente de produção, direção de produção, assistente de direção e finalmente como diretora. […]Em 2003, organizou a mostra Mozambicam Cinema, integrada por filmes produzidos após a independência daquele país. Dirigiu inúmeros documentários, dentre eles, Manjacaze (1987), Hosi Katekisa Moçambique (1988), Genesis em azul (1989), Cuidados prénatais (1991), Assim na cidade (1992), As mães da terra (1993), Abc das eleições (1994), Cena lusófona (1995) e, em 2007, lançou Ngwenya, o crocodilo, documentário sobre o famoso artista plástico e pintor moçambicano, Malangatana Ngwenya, que será exibido no Festival CINEPORT.

Informações retiradas do site: http://www.festivalcineport.com/noticias.asp?codigo_noticia=205

Para conhecer um pouco mais da cineasta, segue o link da entrevista disponível no Jornal online O País: http://www.opais.co.mz/index.php/entrevistas/76-entrevistas/17328-a-era-da-resistencia-cinematografica.html

 

 João Luis Sol de Carvalho

Diretor de filmes como O Jardim de Outro Homem, A Janela e O Búzio, Sol de Carvalho se caracteriza, em seus filmes, pelo olhar questionador – como grande parte dos cineastas moçambicanos. Para conhecer um pouco mais desse grande diretor, fica o link da entrevista que ele deu originalmente à revista África21, em Janeiro 2011: http://www.buala.org/pt/cara-a-cara/a-funcao-provocadora-do-artista-entrevista-a-sol-de-carvalho

 Licínio Azevedo

O cineasta Licínio Azevedo, embora não tenha nascido no continente africano, em 1977 foi convidado pelo cineasta Rui Guerra a participar do Instituto Nacional de Cinema (INC), em Moçambique. Após ter embarcado nessa, Licínio Azevedo enredou numa carreira como documentarista. Para conhecer um pouco mais desse diretor, segue um link com uma entrevista filmada em Maputo, em Outubro de 2001: http://www.cinemovel.tv/fondazione/?page_id=294&lang=en

 Orlando Mesquita Lima

-Editor, realizador e compositor cinematográfico de mais de 300 filmes como;  “A Guerra da Água”, “Hóspedes da Noite”,  “O Grande Bazar”, “A Bola”, “Eclipse”, ”Rodas da Rua”, “A Tempestade”,  “Destorcido” ,  “Beat iT!”, “Marrabentando, “O Último Voo do Flamingo””.

-Editor de ”Os Comprometidos”, uma série de 80 programas de televisão, de Rui Guerra, um dos maiores cineastas contemporâneos do Brasil.

-Membro fundador da Coopimagem, empresa mista de produção gráfica e cinematográfica, tendo trabalhado como criativo na concepção, maquetização de livros, outdoors, folhetos e editor cinematográfico.

-Membro fundador da IRIS Imaginações, empresa vocacionada para a produção de filmes e desenvolvimento de materias de comunicação que visam desenvolver de habilidades para a vida.

-Director de actores e editor da primeira telénovela moçambicana, “Não é preciso empurrar”.

-Concepção, edição, desenho e animação da primeira série de desenhos animados em Moçambique, “Musculinho”, uma caricatura de um moçambicano que todos os dias tem que inventar uma maneira de “desenrrascar a vida”.

-Compositor criativo gráfico, para aberturas e finais de filmes incluindo cartazes de promoção.

-Compositor musical e efeitos especiais para trilhas sonoras de diversos filmes.

-Concepção do programa de rádio:  MozZzKITO!, um programa em directo, interactivo e de entretenimento sobre prevenção da malária.

-Editor criativo de jogos, programas e manuais que integram o “Pacote Básico Habilidades para a Vida”, destinado a escolas primárias moçambicanas, abrangendo 8,000 escolas, 40,000 professores e 2,000,000 de alunos.

-Director do NoTMoC, primeiro jornal electrónico em Moçambique.

-Director criativo de um pacote de materias para o combate á cólera, malária e HIV/SIDA, no âmbito da emergência, concebidos para o UNICEF, nomeadamente folhetos e spots de rádio.

Informações retiradas do site: https://sites.google.com/site/orlandomesquitalima/Home/versos-musica

 

Pedro Pimenta

 

 É cineasta e produtor. Começou sua carreira no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique em 1977. Desde então, produziu inúmeros curtas de ficção, documentários e longa-metragens. Em 1997, produziu o filme “Fools”, primeiro longa metragem rodado por um sul africano negro (Ramadam Suleman) e, no mesmo ano, “Africa Dreaming”, crônica da África em seis atos, tendo como tema comum o amor. Entre 1997 e 2003, foi Conselheiro Técnico da UNESCO no Zimbabwe Film and Video Training Project for Southern Africa, em Harare. É um dos fundadores do AVEA – Audio Visual Entrepreneurs of Africa. Também é membro correspondente estrangeiro da “Association du Cinéma du Réel”, encontro internacional do cinema documentário. É fundador e diretor do Dockanema – Festival Internacional do Filme Documentário em Moçambique.

Informações retiradas do site: http://www.iniciativacultural.org.br/2012/05/mostra-africa-hoje/